domingo, 7 de junho de 2015

Bem vindas, meninas.





O dia era lindo, composto por um céu azul anil, com poucas nuvens, e o sol, ainda meio envergonhado , se escondia atrás de uma nuvem branquinha e simpática.
Como eu queria estar falando que estou apenas passeando no aeroporto, ou que eu vou viajar com meu marido. Se eu tivesse um né!?

Um suspiro me escapou. Quem dera!

"Hora de voltar a realidade Amberly!" falei comigo mesma. Olhei ao meu redor e vi Bryan a minha direta, e tão próximo que era capaz ouvir sua garganta ao dar mais uma boa golada em seu café; ele lia um jornal, mas tinha os olhos sempre atentos a cada movimento meu. Se eu falhasse, seria ele o primeiro a me pegar pelo braço e me punir. Olhei para minha esquerda e logo avistei ao longe Ed. Era ele na verdade um dos melhores capangas de Trace, podia-se falar que ele era seu braço direito. Trace sempre o deu respeito, e sempre estavam juntos. Ed tentava de tudo para me proteger, ele sempre me tratou como uma irmã, parece que ele me vê de outro modo. Pelo menos ele.

Joguei o cabelo para trás, ajeitando minha blusa e indo em direção ao ponto de táxi. Não demorou muito para eu notar as duas garotas, um era ruiva natural com os cabelos lisos que chegavam na altura da cintura e tinha olhos azuis como o céu de hoje, e a sua amiga ao lado aparentava ter menos idade que a ruiva, ela era morena com algumas mechas loiras, seus olhos acinzentados passavam uma boa impressão. Me aproximei das meninas, usando a mesma tática de sempre: O TÁXI.

- Nossa, será que é difícil chamar um táxi por aqui? - falei imitando um sotaque britânico e inclinando-me para a ruiva.

- Bom dia! Bom eu não sei, somos novas por aqui também. - ela falou abrindo um sorriso largo, porém  hospitaleiro.

- Mesmo? E de onde vocês são?

- Somos da Austrália e você?

- Sou da Inglaterra. - sorri mentindo com facilidade.

- Que máximo! - agora foi a vez da morena falar.

- Vocês estão indo para que lado? - perguntei me fazendo de confusa.

- Para o hotel das fontes cantantes.

- Nossa! Que coincidência eu também!

- Sério? - elas sorriram.

Apenas afirmei com a cabeça - Será que podemos rachar o táxi? Porque eu não sei de quanto em quanto tempo ele passa.

- Claro que podemos. - a morena falou.

- Nossa muito obrigado!!! - sorri. - A propósito eu sou Amberly - estiquei minha mão.

- Eu sou Alice e ela é Ray. - A ruiva, que se atendia por Ray deu um sorriso após ouvir a amiga falar seu nome.

- Prazer meninas.  - Olhei para o lado e dei uma tossida, esse era o nosso código para que Bryan passasse de leitor para taxista.

Olhei de relance para Ed, que continuava imóvel. Bryan, porém, já vinha no carro branco.

- Vejam!!! Um táxi. - falei apontando para o carro.


Imediatamente o carro branco parou em frente onde estávamos. Elas entraram sem ao menos desconfiar de nada. Meu coração apertou, eu não queria que elas passassem pelo que passei. É doloroso, vergonhoso e muito humilhante. Entrei logo atrás de Ray, que ficou no meio.

- Bom dia meninas! - falou Bryan abrindo um sorriso quase ingênuo.

- Bom dia Sir. - Ray falou. - Queremos ir para este endereço. - Lhe passou um papel pequeno, com algumas letras rabiscadas.

- Oh tudo bem, senhorita. - Ele olhou o papel e nem o deu muita atenção. - Eu sei exatamente onde vocês querem ir.

Essa foi sua última frase, depois o carro ficou em silencio, quase total se não fosse pelo movimento lá fora.

Bryan virou a esquina, que era oposta ao hotel que as meninas estavam hospedadas e parou em frente a boate.

- Chegamos! - falou ele se virando para trás, encarando-as.

Elas olharam para fora do carro e viram a Fenix que ficava bem no topo do letreiro do cassino. Depois voltaram os olhares uma para a outra, mas dessa vez assustadas.

- Mas não é aqui!

- É sim. - falei, era minha parte da cena falar isso.

Elas ficaram mais assustadas ainda.

- Isso foi uma armadilha? - Ray falou prendendo o choro.

- Pode apostar baby. - Bryan falou abrindo a porta do carro e agarrando o braço de Alice, puxando-a para fora do carro.

- SOLTE ELA AGORA.

- Não se preocupe menina, logo logo você vai estar junto a sua amiga. - Ed apareceu para pegar Ray.

Ela olhou para mim uma ultima vez e não precisou de uma única palavra para eu saber o que ela tinha em mente. Seu olhar de medo mesclado com raiva e decepção me atingiram de uma maneira que eu só me encolhi no táxi e comecei a chorar.

Minha mãe me lançou aquele mesmo olhar no dia em que falei que teria de me mudar para Vegas. Ela não queria que eu fosse, mas eu bati o pé... então aconteceu tudo.

Abri a porta do carro andando vagarosamente para dentro do cassino, enxugando os olhos.

- Amberly. - Uma voz firme, mas ao mesmo tempo doce, me chamou.

Virei-me e olhei em seus olhos, era Ed.

- Oi - forcei um sorriso falho.

Ele se aproximou de mim e me abraçou.

- Sua mãe de novo?

Apenas assenti me sentindo um pouco protegida em seus braços.

- Queria que você soubesse de tudo.

Olhei para ele muito confusa.

- O que mais não sei?

- Eu realmente queria poder te falar, mas não posso. - ele suspirou. - Assim como vc, eu recebo ordens.

Abaixei a cabeça deixando minha mente trabalhar.





*****CONTINUA*******


MDS, SCRR EU DEMOREI DEMAIS EU SEI... SORRY MESMO.... TO MEIO SEM TEMPO ¬¬

terça-feira, 28 de abril de 2015

Contrariados







Mais uma manha tinha chegado para tirar toda a parte preguiçosa do meu ser, mas essa parte de mim era um tanto resistente, pois estava lutando com todas as forças para que eu permanecesse ali na cama.
Virei para o lado, com os olhos fechados, mas não demorou muito para que eu cedesse. Levantei-me notando que eu me encontrava totalmente nu.

Meu corpo estremeceu por conta da manha fria, “malditas janelas abertas!” pensei. Em poucos passos entrei no banheiro do hotel, dei de cara com minha imagem no espelho. Um sorriso insano logo apareceu. Fechei os olhos por uma fração de segundos e a vi rebolando no meu pau. Que mulher! Mas apesar do sexo bom, tinha também a mulher, ela era digna de valor, não é como todas as outras prostitutas que eu já passei a noite. Ela parecia ser profissional, mas tão inexperiente com as coisas do amor, e da vida, e do sexo oposto. Apesar de ser uma mulher ela era tinha um jeito de criança, inocente e teimosa.

Pena ela ser apenas uma puta que eu meti. E além da mais ela está bem ocupada com outros caras.
Entrei no chuveiro quente e deixei a água cair. Deixei me levar pela sensação relaxante das gotas percorrendo minha nuca e descendo pela extremidade das minhas costas. Inclinei a cabeça com os olhos fechados, e tudo o que eu conseguia ver era seus lindos olhos negros, que pareciam ficar ainda mais pretos na escuridão da noite, o que a deixava totalmente sexy.

Mas aqueles olhos não me eram estranhos. Eu já tinha o visto, eu sei disso, só que não me recordo onde nem quando. Permiti-me encostar as costas na parede tentando impedir-me de me apaixonar novamente. Prometi a mim mesmo que não me apaixonaria mais, apenas brincaria com as mulheres, nada de me apegar. O que está acontecendo? Estou eu quebrando minhas próprias regras?

Aqueles olhos!! É claro! Eu me lembro. Ela é a mesma mulher da fonte dos desejos a alguns dias atrás e a mesma da Torre Eiffel. Aqueles olhos brilhantes não era algo que eu me esqueceria tão facilmente. Era ela. Mas na Torre Eiffel ela estava com um cara, e eu a ouvi chamar de "amor" várias vezes, era seu namorado. Como isso é possível? Namorar um prostituta ? A menos que ele não saiba.

Que mulher de faces, como ela pode omitir isso a ele? Vou tirar satisfação com ela.

Mas eu não posso simplesmente chegar lá e perguntar sobre a vida dela toda, como se ela fosse abrir a um estranho... E além do mais eu não sou nada dela. Merda!

Espera, eu estou me importando com uma puta?


Pov´s Amby



Mais uma longa semana tinha se passado e eu estava cada vez mais cansada e enojada daquele lugar, daquelas roupas, dos sexos, com exceção de um que todas as noites provocavam arrepios em meu corpo. Que homem! Pena que mais uma semana se passou e ele não voltou como havia prometido. EU ESTOU MESMO ACREDITANDO NA PROMESSA DE UM HOMEM? Tantos já me fizeram promessas e propostas e ele de longe é apenas mais um.

Dei mais uma checada no espelho, e ajeitei o batom vermelho que cismava de escorrer no canto da boca. Olhei mais embaixo, minha blusa preta soltinha que combinava perfeitamente com meu short jeans de dois palmos. Eu definitivamente estava pronta.

E lá vou eu para mais um trabalho. Desta vez será bem fácil, são apenas duas meninas, duas inocentes turistas.

Sai do banheiro e dei de cara com Jake, ah Jake!

- Amor? Você vai sair?

- Sim. – sorri – vou ir ao aeroporto, me parece que meu chefe quer que eu pegue algumas encomendas para ele. – de certo modo era verdade.

- Nem mesmo sábado você tem folga? Pensei em sairmos hoje. – meu coração apertou. Isso me matava
por dentro, eu não podia mentir tanto para ele.

- Podemos sair amanhã, amor? Hoje realmente preciso fazer isso.

- Tudo bem. – ele esticou os lábios numa tentativa falha de sorriso.

- Eu vou indo – me aproximei e colei meus lábios nos dele. – Eu te amo.

- Eu também te amo.

Sorri e dei mais um beijo em sua bochecha. Virei-me em direção a porta, mas ele me chamou novamente.

- Amby!

- Oi príncipe! – me virei encarando seus olhos tristes.

- Seu chefe deu uma passada aqui hoje.

Paralisei. Como assim Trace veio aqui? Já o falei milhões de vezes que não era para ele subir e sim deixar na portaria.

- O que ele queria? – falhei ao tentar esconder meu desespero.

- Ele veio te entregar isso. – Jake virou-se e pegou um envelope preto.

- Você o abriu?

- Não, mas pode me falar o que tem aí dentro?

Franzi a testa e peguei o envelope, eu tinha certeza que eram as fotos das meninas e seus dados.

- Deve ser os dados da encomenda. – forcei um sorriso.

- E por que tem que ser lacrado desse jeito?

Merda!

- Porque... porque... oras eu não sei. – olhei seus olhos confusos. – Bom, agora eu tenho que ir. O taxi já deve estar lá embaixo.

- Amor, uma ultima pergunta.

- Claro, mas tem que ser rapidinho.

- Você nunca mentiria para mim né?

Fechei os olhos e os abri olhando fixamente nos dele. tudo o que eu queria era abraçá-lo e pedir perdão por todas as mentiras e simplesmente lhe dizer a verdade, mas eu não podia, eu não conseguia.

- Claro que não, amor. – uma faca invisível me acertou em cheio. – Por que a pergunta?

- Nada não, só queria ter certeza. Agora vá, não quero te atrasar. – ele se esticou plantando um selinho em meus lábios.

Virei-me para a porta, a abri e sai. Lagrimas se formaram no meu rosto, como eu sou tão idiota e estúpida.
Desci as escadas e o carro de Trace estava parado em frente ao prédio.

Andei em direção ao carro e entrei.

- Aí está a minha menina!

- Oi Trace.

- Nossa, que cara é essa? Você está chorando?

- Talvez. – falei me encolhendo.

- O que houve?

Olhei em seus olhos. – Você realmente acha que é fácil para mim? Ter uma vida dupla, mentir para a única pessoa que me apóia de verdade e ter que dar para homens todos os dias?

- Hey, calma aí mocinha! – ele pegou seus óculos escuros e pôs.

- Esquece você não entende.

- Amberly, prometo que logo isso vai ter um fim. Você não terá que mentir mais.

- E como você pretende isso?

- Eu sou quem sou e você ainda não acredita em mim?

Revirei os olhos.

- Agora me fale o que terei que fazer hoje?

- Seduzirá duas meninas com seu jeitinho, os nomes delas estão no envelope que seu namorado te entregou!

- Ok! E por falar nisso, não suba mais lá em casa, a gente já combinou isso.

- Não tenho culpa se Jake desconfia de você. – ele deu de ombros.

Que homem insuportável e insensível.

- Apenas não suba mais. – falei entre dentes.

- Como quiser senhorita irritadinha.

- Não me faça te dar um tapa na cara Trace, já estou nos limites com você e esta situação toda.

- Faça isso que você já sabe muito bem o que vai acontecer. – ele falou serio, tirando os óculos e olhando em meus olhos.

Fechei os olhos, mais lágrimas queriam sair, mas eu as impedi bem a tempo.

O carro parou. Bom mais uma vez lá vou eu.





Continua....

domingo, 22 de março de 2015

Perdendo o sentido





As pessoas falam que quando estamos apaixonados sentimos aquelas famosas “borboletas no estomago”, mas no meu caso acho que as borboletas vieram parar na garganta, pois eu não conseguia falar nada. Era como se parte de mim estivesse num transe inconsciente. Meus olhos estavam fixos no belo par de olhos castanhos do homem sedutor a minha frente.

- Amby? – a voz de Trace soou vindo do meu lado direito, o que me deu um susto e um pouco de raiva, pois não queria parar de olhá-lo.

- Sim. – eu disse mudando o foco para Trace parado ao meu lado sem entender o espanto.

- Você o conhece?

Eu não podia simplesmente falar a Trace que eu o conhecia e que poderia estar me sentindo, talvez, desconfortavelmente atraída por ele. Até mesmo porque eu sabendo como era ele e como funcionava tudo isso, Trace iria falar que eu não poderia fazer o programa com Dustin pelo fato de não criar laços afetivos.

- Não, claro que não. – menti franzindo a testa olhando diretamente em seus olhos acinzentados curiosos.

Pude sentir um olhar interrogativo vindo da direção do meu cliente ali parado a minha frente, mas não ousei desviar o olhar, não queria que minha pequena mentira falhasse.

- Ótimo, agora vá querida, cada minuto é dinheiro que eu perco. – Ele sorriu para mim.

- Certo. – estiquei os lábios.

Voltei o olhar para meu cliente charmoso e cheiroso.

- Vamos?

Ele apenas assentiu, parecia ele um tanto assustado. Também ficaria se descobrisse que eu era o que era. 
Uma decepção me tomou conta, mas a espantei, não queria que nada me atrapalhasse porque pela primeira 
vez eu ia fazer um sexo prazeroso, se bobear o melhor que já fiz.

Estiquei a mão para Dustin que por sua vez a pegou com gentileza demonstrando sutilmente um pouco de avareza.  Passamos por algumas pessoas, até por Melanie que estava no palco hoje rebolando e descendo até o chão. Olhei de soslaio para Dustin que mantinha o olhar permanente na minha nuca.

Finalmente chegamos aos corredores dos quartos, que estavam bem silenciosos. Estávamos andando pelo corredor, perto do numero que meu cliente tinha preso em sua regata, senti um movimento no meu braço, o que me fez girar e fitar seus olhos sedentos. Sorri maliciosamente, enquanto seus olhos se fixavam na minha boca.

- Você quer me beijar?

- Você não faz idéia.

Dei de ombros e ele entendeu a deixa. Seus lábios tocaram os meus. Todo meu corpo se energizou. Sua boca era macia e sua língua calmamente procurava a minha. Minhas mãos estavam envoltas em seu pescoço e as dele na minha cintura.

- Vamos para o quarto. – falei em meios aos beijos.

Quando fui me afastar para irmos ao quarto ele me pressionou mais forte contra seu corpo e apalpando minha bunda para me pegar no colo. Fiquei surpresa, nunca fizeram isso comigo, mas estou gostando. Abri a perna enroscando-a em sua cintura. Suas mãos grossas ainda estavam em minha bunda, mas seus lábios agora estavam em meu pescoço e a medida que nos aproximávamos do quarto ele foi intensificando seus beijos e mordiscando meu pescoço. “Que sensação gostosa!” exclamei comigo mesma.

Dustin empurrou a porta do quarto, que estava destrancada, fechando-a com o calcanhar. Eu ainda estava no seu colo, com meu corpo tensionado e gritando por ele. Foi quando ele me colocou gentilmente na cama, analisando toda a extensão do meu corpo. Aquilo me deixava com mais vontade que tudo. Mordi o lábio inferior, chamando sua atenção para minha boca, olhei em seus olhos e vi que ele estava do mesmo modo que eu.

Meu cliente não perdeu tempo e veio para cima de mim, senti seu corpo colar ao meu, meus sentidos se perderam nesse momento. Eu já não tinha mais noção de que eu estava trabalhando.

Ele tirou minha blusa enquanto seus lábios beijavam meu pescoço me deixando cada vez mais excitada, eu arranhava suas costas levemente por cima do pano fino de sua regata. Deixando-me sem blusa, ou melhor, top. Dustin desceu os beijos pelo meu colo, deixando um rastro molhado com sua língua, aquilo era de dar arrepio, com uma mão ele trilhava um caminho começando da minha barriga chegando até meu seio esquerdo, onde ele o agarrou, apertando-o, com tamanha precisão. Minha respiração já estava um tanto ritmada, minha barriga subia e descia a cada toque dele.  Um sorriso de pura malicia lhe escapou pelos lábios, sem delongas, meu cliente abocanhou o outro. Foi ai que fiquei louca de excitação por aquele homem.

Em todas as minhas transas quem controlava tudo era sempre eu, mas desta vez Dustin está controlando toda a situação, eu estou apenas o acompanhando, como se fosse uma dança em que nossos corpos se conectavam de forma exuberante.

Tudo o que eu conseguia me concentrar era naquele par de mãos vagando por todo meu corpo. A essa altura eu estava completamente nua e ele apenas de Box. Definitivamente aquele homem era um deus grego, pois suas feições eram perfeitas. Seu abdômen não era definido exageradamente, mas de forma sensual, seus braços eram musculosos o suficiente para me pegar com força.

Enquanto sua boca mais uma vez avançava por meu corpo, eu mantinha os olhos fechados para sentir cada 
movimento da sua língua sob a pele desnuda da minha barriga e descendo passando por minha virilha parando na minha vagina. Quanto mais ele a chupava mais eu me contorcia. Não demorou muito para que eu gozasse pela primeira vez.  Eu me contorcia, não conseguia mais conter o tesão por todo meu corpo. Eu precisava daquele homem dentro de mim imediatamente. Gemi o mais forte que pude, falando seu nome. Ele entendeu minha suplica e imediatamente lançou sua Box por cima de sua cabeça, finalmente me penetrando. 
Ele começou de vagar, e a cada estocada que ele me dava gemia baixo, depois ele foi aumentando a pressão e neste instante eu já estava gritando.

Não demorou muito para ele gozar, quando aconteceu ele deitou ao meu lado, passando a mão pela minha barriga suja com seu gozo.

- Vem, vamos limpar isso. – disse ele se levantando, totalmente e completamente nu, mas ele agia como se 
isso fosse normal. Eu ri dele. – De que você ta rindo?

- De você.

- De mim? – ele arqueou uma sobrancelha, virando para mim.

Eu ainda estava deitada na cama e ele a minha frente.

- Sim, o jeito como você está me tratando. É só algo novo para mim.

- E como eu deveria te tratar?

- Não sei – dei de ombros.

Ele riu.

- Agora venha baby, vamos tirar essa coisa da sua barriga. – ele me pegou no colo, como um casal quando 
acaba de se casar.

“Baby” meu coração acelerou ao ouvir aquele apelido. O que estava acontecendo comigo? Era só mais um cliente.

Ele me soltou com delicadeza a sua frente, para que eu abrisse a porta. Adentramos no pequeno banheiro da suíte, ele me virou para olhar em meus olhos.

- Você não precisa disso, sabe né? – ele disse com toda sinceridade.

- É mais complicado do que você imagina.

- Pode ser, mas de uma coisa tenho certeza. Você não é feliz, não com essa vida.

- Virou psicólogo agora? – me virei e entrei no chuveiro. O liguei e comecei a me molhar, enquanto ele só 
me olhava. Depois de alguns segundos o mesmo deu alguns passos e entrou no chuveiro junto comigo. – O que você  está fazendo aqui?

- Se não quiser é só falar não. – ele beijou meu pescoço, fechei os olhos e lembrei-me que ele era um cliente e aquilo não estava incluso.

- Para Dustin, isso não está incluso. - minha boca falava não, mas meu corpo implorava para que ele permanecesse ali.

Ele engoliu a seco e saiu, indo para o quarto.

Tudo o que eu queria era socar a parede. Por que ele está fazendo essa revira volta na minha vida? Que merda! Ele não tem permissão pra isso.

Já tenho problemas demais e tenho Jake, que querendo ou não, ainda é meu namorado. Respirei fundo e sai da ducha, enrolei-me na toalha e fui para o quarto.

O quarto estava vazio. Aquilo me deu um arrepio negativo, olhei para a cama e vi um pedaço de papel. Era uma pequena carta.

“ Amberly, você faz amor como ninguém, algo naquele sexo me viciou, talvez você tenha me dado algum tipo de droga, não sei, mas sei que irei querer mais.
Dustin.”

*************************************
Continuaaa.....

sexta-feira, 6 de março de 2015

Vontades




Havia pessoas que estavam visivelmente atordoados, outros queriam preencher o vazio com bebidas e sexo, alguns queriam o dinheiro que estava exposto no canto de cada mesa pôquer. Eu já estou pronta para entrar em ação e começar a procurar Trace.

Com os olhos atentos a cada pista que eu pudesse ter de onde estaria meu chefe. Andei pelo saguão em direção a uma mesa de apostas na ala sete, apoiei-me na mesma deixando quase metade dos meus seios a mostra. Um homem de cabelo loiro e olhos azuis não paravam de me olhar, se eu fosse inocente nunca desconfiaria no que aqueles olhos azuis queriam dizer.

- Boa noite, cavalheiros! - falei assumindo um tom totalmente profissional e sexy.

- Boa noite gracinha. - disse um homem mais velho, devia ter seus quarenta anos.

Sorri em resposta.

- Vocês por acaso viram o Trace? O dono disso tudo? - Os olhos do loiro a minha esquerda não perdiam nenhum movimento meu.

O vi se remexer na cadeira para tentar dispersar sua ereção, o que já estava bem visível. Evitei olhar para baixo da mesa e foquei bem seus olhos azuis.

- Tá nervoso querido? - falei me inclinando ainda mais na mesa, por um momento pensei que meu top fosse rasgar.

- Por que a pergunta docinho? - falou ele inclinando para mais perto de mim, eu podia sentir sua respiração quente e quase ofegante.

- Ótimo. - sorri me afastando. - Mas voltando, vocês viram Trace?

- Sim, ele estava conversando com um homem alto de cabelo meio loiro e meio castanho.

- Obrigada Cavalheiros.

- Espere. - Falou o mesmo homem de olhos azuis.

- Sim?

- Quanto você cobra para ser minha por uma noite?

- Converse com Trace, e então ele dirá meu valor.

Saí um pouco confiante demais, com um sorriso sedutor inabalável no rosto. Alguns homens bêbados agarraram meu pulso, mas nada com que eu já não estivesse acostumada. Continuei meu caminho atrás de Trace, mas parei quando o vi entrar. Ele era alto, com olhos brilhantes e castanhos, vestia uma regata branca com uma jaqueta de couro por cima e jeans. Sorri ao vê-lo. Nunca esqueceria aqueles olhos com tanta facilidade.

Droga! O que ele está fazendo aqui? Ai que pergunta imbecil, ele é homem e homens gostam de sexo e apostas. Mas ele não pode me ver assim. Merda, merda, merda. Espere eu estou mesmo preocupada com o que ele vai achar quando me vir? Já saí com tantos caras que já perdi a conta e ele é apenas mais um em busca de prazer sexual. E além do mais, eu tenho namorado.

Continuei andando como se não o tivesse visto, mas era inevitável olhar a cada oportunidade. Olhei ao meu redor e finalmente encontrei os cabelos grisalhos que eu procurava, era Trace.

Ele era um tanto charmoso e elegante para um coroa. Com cabelos grisalhos fazendo um montinho no topo de sua cabeça, um sorriso largo que exibia uma pequena covinha do lado esquerdo do rosto, mostrando dentes perfeitos brancos. Seus olhos eram cinza e exuberantes. Se eu não o conhecesse tão bem, poderia até afirmar que seria um perfeito homem para apenas uma mulher e ser amado por ela um dia.
Trace estava conversando com um velho, me suponho que seja negócio de trabalho. Aproximei-me e sem hesitar passei meus braços finos e longos pelo pescoço do coroa charmoso que estava sentado. Ele me olhou curioso.

- Aí está você minha querida. – sua voz era um tanto grave e rouca, o que complementava charme.

Sorri olhando seus olhos cinza.

- Oi Trace. – falei sentando em seu colo. – Quero falar com você.

- Também preciso falar com você menina. – Ele olhou para o velho a sua frente que estava mudo como um morto. – Se você me dá licença, tenho que resolver uma questão.

Ele acenou com a cabeça em resposta. Coloquei-me de pé e Trace o mesmo fez. Ergui o olhar e o vi novamente, só que dessa vez seus olhos encontravam os meus como a vez que fui para a Torre Eiffel com Jake, meu cérebro vacilou. De repente esqueci-me de tudo e me envolvi naqueles olhos expressivos e brilhantes. Quando me dei conta de que ele estava vindo em minha direção. Senti meus músculos ficarem rígidos e uma tensão formar na parte inferior do meu corpo. Ele mudou a direção do olhar para Trace, o que me fez ficar mais nervosa ainda.

- Olá senhor. – falou ele perto o bastante para eu sentir seu perfume doce. Fechei os olhos gravando aquele cheiro e pensando em mil jeitos de como ser consumida por aquela fragrância, e devo assumir que meus jeitos eram totalmente insanos.

- Olá rapaz. – falou Trace olhando-o de cima a baixo.

- Me pediram para vir falar com você. Trata-se das meninas.

- Ok. – os olhos de Trace se acenderam. – Amberly, querida, espere ali que já conversamos.

Assenti e sai.

Droga! Ele queria ficar com uma das garotas essa noite. Uma pontada me pegou de surpresa fazendo-me apoiar no balcão de bebidas. Carry trabalhava no bar e dava um duro, principalmente para tentar explicar aos homens do lugar que ela não era uma puta. Observei-a pegar as bebidas e acertá-las nos copos todos ao mesmo tempo sem desperdiçar nada, ela era boa nisso.

- Oi gata. – Carry disse aproximando de mim.

- Oi. – falei sem entusiasmo.

- Que gato é aquele conversando com nosso chefinho? – ela ergueu o queixo em direção a Dustin enquanto
esfregava o copo com um pedaço de pano considerável branco.

- Um homem qualquer. – dei de ombros.

- Pode ser, mas ele é gostoso. Nesses momentos que eu acho vocês um tanto sortudas por poderem pegar um deus grego desse.

Aquilo me deu nos nervos, como ela estava falando dele assim? Na minha frente?

- É.

- Você ta bem? – ela analisou meu rosto sério e sem humor. – Como dizia meu poeta favorito, Vinicius de
Moraes, “O uísque é o melhor amigo do homem. É o cachorro engarrafado.” Pegue um uísque por conta da casa. – sem me dar tempo de responder ela saiu de perto, pegando uma dose de uísque e entregando-a mim. – Tome e divirta-se.

- Obrigada. – falei pegando o pequeno copo que se acomodava na almofada da minha mão e o levei à boca. Tinha um gosto amargo, mas era bom.

- Olha quem está vindo Amberly. – Carry disse e saiu de perto.

Virei-me e vi Trace vindo em minha direção.

- Oi minha menina.

- Trace.

- Acho que nossa conversa vai ter que ficar para mais tarde, pois o jovem ali mostrou bastante interesse em você. – meu coração acelerou. – E ele quer passar uma hora com você.

- Comigo? – não me preocupei em esconder meu entusiasmo.

- Sim. Agora vá lá e me faça lucrar. – assenti passando por seu lado, onde ele deu um tapinha de “boa sorte” na minha bunda.

Retomei o ar e fui até meu cliente. E pela primeira vez na minha vida, pude sentir o que todos sentiam quando faziam sexo. Aquela conexão de corpos, atração física, vontade e um sentimento que pode ser denominado como paixão.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Medo



Calei-me completamente, apenas a observando. Na verdade eu ainda estava digerindo suas palavras e tentando compreender o motivo de tanta raiva. Seus olhos minutos atrás exalavam desespero, mas os evitei. Eu estava de costas para Melane, mas ainda era possível sentir seus olhos me envolverem.  Enquanto eu trocava minhas roupas casuais por uma saia de dois palmos e um top, vi um vulto correndo passando para o banheiro. Rapidamente virei à cabeça, "o que estaria acontecendo?" Por mais que eu não quisesse me intrometer, eu ainda me importava com essas meninas. Joguei a toalha no chão e corri ao lugar onde ela entrou, cheguei à porta e a vi de joelhos debruçada na privada.

- MELANE, MEU DEUS! – eu falei assustada. Virei para pegar mais papel e dirigi-me a ela ficando em sua altura. – Pegue.

- Não preciso da sua ajuda, saí daqui! – ela falou desesperada, mas havia mais medo do que qualquer outra coisa.

- Para de ser tão orgulhosa garota! Só quero te ajudar.

Ela me olhou com os olhos envergonhados aceitando o papel que eu ainda segurava, depois de limpar seus lábios e o queixo ela sentou-se no chão olhando o vácuo entre nós. Então seus olhos falaram por si só, em um instante todo seu rosto estava inundado por lagrimas continuas e quentes.

Franzi o cenho tentando compreender o que estava acontecendo, e como um flash de luz me veio à tona o que realmente ocorrera.

- Você está grávida! – minha voz estava mais baixa que o normal. Eu não podia acreditar em tal situação.

Ela simplesmente me fitou em meio as lagrimas, quando eu olhei em seus olhos ela franziu os lábios e chorou mais ainda. Ela não precisava responder para se saber que de fato era essa a verdade. Passei meus braços em seus ombros, que subiam e desciam conforme sua respiração, trazendo-a para mais perto de mim.

  
Agora eu compreendia tal sentimento, ela estava com medo. Enquanto eu a abraçava forte ela se acalmava, então esperei até que sua respiração estivesse mais controlada e seu rosto mais seco.

- Melane? - falei baixo.

- Hum.

- Quer me contar o que realmente aconteceu? - Tentei escolher cuidadosamente minhas palavras.

- Não sei se devo confiar em você - ela se afastou um pouco de mim recolhendo os braços envolvendo-os em volta de sua barriga.

- Eu não vou contar a ninguém, só quero tentar te ajudar. 

- Nem mesmo a Trace?

- Muito menos a Trace, eu sei o que ele faria com você se soubesse.

Se ele soubesse com toda certeza iria bani-la, humilhá-la e até poderia fazer algo com o bebê. Já o vi fazer isso com algumas garotas, e encontrei elas semanas depois mortas a poucos metros do cassino.

- Bom. - ela começou. - a três semanas atrás apareceu um homem lindo e ele quis passar algumas horas comigo então Chad me chamou e me entregou a ele. - ela suspirou - já estávamos no quarto, eu estava me despindo quando ele me agarrou brutalmente empurrando-me contra a parede, no entanto que bati a cabeça na parede e tombei pro lado. Senti ele me jogando na cama de forma esquisita, como se fosse me matar e veio subindo em cima de mim, ele levantou minha saia e então penetrou, mas muito forte eu pensei que eu ia explodir, ao invés de sentir prazer ele estava me machucando, comecei a pedir para ele parar e nada, quando senti ele gozar dentro de mim. Eu entrei em pânico e o chutei na virilha e quando ele tombou para o lado eu sai correndo tapando os seios e abaixando a saia, entrei no banheiro e comecei a chorar. - ela voltou a me olhar nos olhos -  Pensei que não tinha sido nada, mas se passaram quatro dias e eu comecei a sentir enjoo, decidi ir ao médico tirar sangue já que tenho tendencia a isso, quando peguei os resultados vi que eu estava grávida, e o que eu tanto temia aconteceu. - ela apertou mais a barriga.

Engoli a seco, eu não estava acreditando que além dela estar grávida a mesma foi violentada.

- Meu Deus! - foi a única coisa que consegui pôr para fora.

- Agora você entende?

- Com toda certeza, Melane não vou deixar Trace saber disso e nem fazer nada com você. Eu sei o que ele faria com você!

- Estou com medo Amberly. - ela explodiu em soluços e mais choros.

- Eu sei. - a abracei novamente. 

Estávamos sentadas no chão do banheiro. Eu não podia deixá-la assim, ela não podia transar com mais ninguém, ela deveria descansar. Trace ao menos poderia lhe dar umas férias, ou sei lá. Isso! Vou falar com ele sobre isso.

- Tive uma ideia.

- Que ideia?

- Irei falar com Trace que você precisa de repouso.

- Mas você me prometeu que não iria me entregar!

- E não vou, irei inventar alguma coisa e sei muito bem como convencê-lo.

Ela me olhou tremula e eu me levantei, e falei que ela precisava sair dali, senão iriam dar conta do seu sumiço. Ela me ouviu e saiu, fui logo atrás dela, só que com o foco em Trace.

Cheguei ao salão principal, Trace já não estava mais lá. Droga! Já estava a noite e o cassino começou a lotar, homens e mulheres passeando pelo carpete vermelho sangue, exalando luxuria e dinheiro, homens com olhos sedentos e focados por grana e jogos, outros pediam sexo.

E mais uma vez meu trabalho vai começar, é melhor eu entrar no personagem antes que eu estrague tudo.



Continua... Espero que gostem *---*